O suporte gratuito do Windows 10 terminou a 14 de Outubro de 2025. Desde então, as empresas que precisam de manter computadores com este sistema só recebem correcções de segurança se pagarem o programa ESU (Extended Security Updates), vendido por ano e por PC. O primeiro ano termina a 13 de Outubro de 2026. O segundo vai até 12 de Outubro de 2027 e custa 122 dólares por PC, o dobro dos 61 dólares do primeiro ano.
Não é uma surpresa de última hora. A regra publicada pela Microsoft sempre foi a mesma: o preço duplica a cada ano consecutivo, até um máximo de três anos. Os três valores para empresas já eram conhecidos em finais de 2024. O que muda agora é que a factura chega efectivamente a quem renova.
Entrar tarde não poupa nada
O programa é cumulativo. Uma empresa que não inscreveu um PC no primeiro ano pode fazê-lo agora, mas tem de pagar também esse ano, mesmo sem o ter usado. A entrada fica assim em 183 dólares por PC, exactamente o mesmo que pagou quem aderiu desde o início.
Também não há períodos parciais: comprar o segundo ano em Março custa o mesmo que comprá-lo em Outubro. E há um problema que não é só de custo. Um PC que esteve um ano sem inscrição passou esse tempo sem correcções de segurança e deve ser verificado e actualizado antes de voltar a merecer confiança.
Quanto custa ficar até 2028
O terceiro e último ano, até 10 de Outubro de 2028, custa 244 dólares por PC. Somados, os três anos chegam a 427 dólares por máquina, e mais de metade desse valor está no último ano. Para uma empresa com 25 PC já inscritos, manter tudo até 2028 representa 9150 dólares, segundo as contas da Aliteq a partir dos preços oficiais. Depois dessa data não há correcções a nenhum preço.
São preços de tabela em dólares, antes de impostos. O valor final depende da proposta do revendedor.
O que o ESU não inclui
O programa cobre apenas actualizações de segurança classificadas como críticas ou importantes. Ficam de fora:
- novas funcionalidades;
- correcções que não sejam de segurança;
- pedidos de alteração de design;
- suporte técnico geral, que só existe para problemas de activação e instalação do próprio ESU, e apenas para quem tenha um plano de suporte activo.
Condições a confirmar antes de comprar
- Cada PC tem de estar no Windows 10 versão 22H2. O programa empresarial abrange as edições Enterprise, Education e Pro em uso comercial; as edições LTSC não estão incluídas.
- A compra faz-se por licenciamento por volume ou através de um parceiro CSP da Microsoft. O mínimo é uma licença, por isso um escritório pequeno pode comprar só as que precisa.
- Cada ano tem a sua própria activação, que tem de ser feita em todos os PC que se mantêm.
- O ESU gratuito ou de 30 dólares anunciado para particulares não pode ser usado por empresas nem em PC geridos centralmente.
- O Windows 10 a correr em serviços da Microsoft na nuvem, como Windows 365 ou Azure Virtual Desktop, recebe o ESU sem custo adicional. Não é uma forma barata de comprar só as actualizações, mas pode fazer sentido para quem já pensava nesses serviços.
O Microsoft 365 Apps continua a receber correcções de segurança no Windows 10 até Outubro de 2028, mas deixa de ter novas funcionalidades.
Em números
- 61 USD
- 122 USD
- 183 USD
- 244 USD
O que muda para as empresas
Para uma PME, o ESU deixa de ser uma almofada barata e passa a ser um custo que cresce todos os anos sem deixar nada de permanente: em Outubro de 2028 o PC fica sem suporte e terá de ser substituído na mesma. Cada ano adicional no Windows 10 custa mais do que o anterior, e entrar agora no programa obriga a pagar um ano que já passou.
A decisão deixa de ser colectiva e passa a ser por máquina. Os PC que cumprem os requisitos do Windows 11 podem actualizar sem custo de licença. Para os outros, a conta é simples: comparar o que se gastaria em um ou dois anos de ESU com o preço de um computador novo, que vai ser preciso comprar de qualquer forma.
O que recomendamos
Faça já um inventário dos PC que ainda estão no Windows 10 e separe-os em três grupos: os que podem passar para o Windows 11 (actualize-os e não compre ESU para eles), os que vão ser substituídos até Outubro de 2027 (compre apenas o segundo ano) e os que dependem de uma aplicação ou equipamento que obriga a manter o Windows 10 (são os únicos candidatos a um terceiro ano, e só com um plano de saída definido). Peça a proposta ao revendedor com o número exacto de licenças e confirme a versão 22H2 em cada máquina antes de pagar.
Se tem PC que ficaram fora do primeiro ano, não os trate apenas como uma questão de licença: verifique-os e actualize-os antes de os voltar a ligar à rede da empresa, ou isole-os até lá. Se não tiver internamente quem faça o inventário e a activação, a MCIT ou outro parceiro de IT pode ajudar a fazer a triagem. O essencial é que o dinheiro do ESU sirva para ganhar tempo para a renovação, e não para a adiar.
Falar connoscoArtigo preparado com apoio de inteligência artificial, revisto e aprovado por Marco Cerruti, MCIT.