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HP testa no seu site uma IA agêntica que reorganiza a página conforme o que o cliente pede

A HP apresentou o HP Experience AI, uma plataforma que deixa o cliente dizer ou escrever o que procura e adapta o HP.com à medida da conversa. Está em beta com um grupo restrito de clientes nos EUA e a expansão global está prevista para os próximos meses.

4 min de leitura Mundo

A HP anunciou a 8 de Outubro de 2026 o HP Experience AI, uma plataforma de inteligência artificial agêntica que está a ser testada no seu próprio site, o HP.com. A ideia é simples de descrever: em vez de navegar por menus e páginas fixas, o cliente diz ou escreve o que precisa, em linguagem corrente, e o site muda o que mostra no ecrã para o ajudar a pesquisar, comparar e escolher equipamento.

O que muda face a um site tradicional

A maioria dos sites comerciais assenta em três peças: navegação fixa, motor de pesquisa e páginas construídas de antemão. Muitos juntaram-lhe um assistente de conversação, mas esse assistente costuma funcionar à parte, numa janela lateral que responde com texto.

A HP propõe outra lógica. A conversa deixa de ser um canal separado e passa a servir de comando para o site inteiro. À medida que o cliente descreve e afina o que procura, a plataforma pode alterar os conteúdos apresentados, em vez de devolver apenas uma lista de resultados ou uma resposta escrita.

Dois exemplos dados pela HP

O primeiro é de consumo: alguém que precisa de um portátil para viajar com frequência. A plataforma pode reunir os produtos adequados e as respectivas comparações, fazer perguntas de seguimento quando isso ajuda, explicar as diferenças entre modelos e ir ajustando o ecrã ao longo da conversa.

O segundo interessa mais a quem compra para uma empresa. Quem está a equipar uma equipa em regime híbrido pode indicar vários requisitos ao mesmo tempo, por exemplo:

  • segurança;
  • facilidade de gestão dos equipamentos;
  • autonomia da bateria;
  • qualidade para videoconferência.

A partir daí, a plataforma procura destacar as opções e comparações que respondem a essas prioridades.

Um teste em casa própria

A HP apresenta o projecto também como uma forma de aplicar IA na sua própria relação com os clientes. O presidente executivo interino, Bruce Broussard, resumiu a posição da empresa dizendo que a IA deve mudar a forma como uma empresa trabalha, e não apenas aquilo que vende.

Por agora, o HP Experience AI está em beta com um grupo limitado de clientes nos Estados Unidos. A empresa diz que vai usar as reacções desse grupo para perceber como as pessoas usam uma experiência digital adaptativa e onde é preciso melhorar antes de um lançamento mais alargado. A imprensa especializada confirma o piloto restrito ao mercado norte-americano.

Quem quiser participar pode inscrever-se numa lista de espera, através da opção 'Experience AI' no fundo da página inicial do HP.com. A expansão global está prevista para os próximos meses, ainda em 2026. As fontes não indicam datas por país, nem se Portugal estará incluído desde o início, nem em que línguas a plataforma vai funcionar.

Porque importa

A novidade não está no produto em si, mas no sinal que dá. Um fabricante com presença em mais de 180 países está a testar a substituição da navegação clássica por uma conversa que molda a página. Se o modelo resultar, é provável que outros fornecedores sigam caminhos semelhantes, e que a forma de pesquisar e comprar tecnologia online mude para clientes empresariais e particulares.

Calendário do HP Experience AI
  1. Outubro 2026

    HP anuncia a plataforma, em beta com um grupo limitado de clientes nos EUA

  2. Até ao fim de 2026

    Expansão global prevista, após ajustes com base na beta

O que muda para as empresas

Para quem compra equipamento, a promessa é encurtar a fase de pesquisa: descrever as necessidades da equipa numa frase e receber comparações já filtradas, em vez de cruzar fichas técnicas à mão. Ainda assim, trata-se de uma plataforma em beta, nos EUA, e as recomendações vêm do próprio fabricante, por isso mostram apenas a gama HP.

Para quem vende online, o anúncio mostra uma direcção possível para os sites comerciais: a conversa como forma de navegação, e não como um extra ao lado. É uma tendência a acompanhar, mas a própria HP ainda está a medir o que funciona antes de alargar o serviço.

O que recomendamos

Se compra portáteis ou postos de trabalho para a empresa, use ferramentas deste tipo como ponto de partida e não como decisão final. Antes de conversar com qualquer assistente, escreva uma lista curta de requisitos (segurança, gestão centralizada, bateria, videoconferência, orçamento) e use a mesma lista para comparar propostas de vários fornecedores. Uma IA de um fabricante só sugere os produtos desse fabricante.

Se tem uma loja ou catálogo online, não há razão para mudar já, mas vale a pena observar como estes pilotos evoluem. Um primeiro passo de baixo risco é rever se o site permite a um cliente chegar ao produto certo descrevendo o que precisa. Se quiser avaliar essa possibilidade com dados do seu próprio site, a MCIT pode ajudar a definir um teste pequeno e mensurável antes de qualquer investimento maior.

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Artigo preparado com apoio de inteligência artificial, revisto e aprovado por Marco Cerruti, MCIT.

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