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AdobeCollabSync.exe: o processo do Acrobat que gasta CPU em segundo plano e quando mexer nele

Um processo da Adobe pode ocupar recursos do computador mesmo com o Acrobat fechado. É software legítimo, mas há situações em que merece investigação e outras em que o melhor é deixá-lo como está.

4 min de leitura Mundo

Uma programadora independente contou no Indie Hackers que, a meio de um dia de trabalho, o portátil começou a fazer um barulho de ventoinha fora do normal. No Gestor de Tarefas encontrou o AdobeCollabSync.exe a ocupar 22% do processador. Não abria o Acrobat há semanas. A primeira suspeita foi um trojan, mas não era.

O que é este processo

O AdobeCollabSync.exe é o componente a que a Adobe chama Synchronizer, também identificado como Acrobat Collaboration Synchronizer. Vem com o Acrobat e com o Acrobat Reader e corre em segundo plano, separado da janela do programa. Segundo a documentação empresarial da Adobe, citada pela Bison Knowledgebase, faz a comunicação nos dois sentidos entre o Acrobat instalado no computador e recursos alojados em servidor.

A função mais conhecida é sincronizar comentários e anotações em revisões partilhadas de PDF, mas não é a única. A lista de ficheiros recentes, a Trust List do Acrobat e vários serviços da Adobe podem depender dele. É por isso que a própria Adobe desaconselha desactivá-lo. O centro de ajuda da Adobe tem, aliás, uma página dedicada a explicar por que razão os seus processos de segundo plano continuam activos sem as aplicações abertas.

Legítimo, mas convém confirmar

O nome do ficheiro não prova nada, porque software malicioso pode imitar nomes de programas conhecidos. Para confirmar, basta abrir o Gestor de Tarefas, ir aos Detalhes, abrir a localização do ficheiro e verificar se está numa pasta de instalação da Adobe. Nas propriedades, o separador de assinaturas digitais deve mostrar uma assinatura válida da Adobe. Há razões para desconfiar se o ficheiro estiver numa pasta temporária, não tiver assinatura, for assinalado pelo antivírus ou se o Acrobat nem sequer estiver instalado.

Quando vale a pena investigar

Algum consumo é normal. O sinal de alerta está no padrão: processador alto durante muito tempo, memória sempre a crescer, falhas repetidas ou várias cópias sem explicação. Nos fóruns da Adobe há relatos de problemas parecidos com o próprio Acrobat.exe, que continua activo depois de fechado e chega a ocupar 25 a 30% do processador, sobretudo quando se abrem ficheiros na rede.

A sequência sensata é esta:

  • fechar o Acrobat e voltar a olhar para o Gestor de Tarefas;
  • terminar o processo temporariamente e observar o consumo;
  • reabrir o Acrobat e ver se o problema regressa;
  • instalar as actualizações e reiniciar o Windows;
  • se persistir, reparar a instalação e consultar o Visualizador de Eventos.

Terminar o processo não equivale a desactivá-lo. É normal que reapareça, porque outros componentes da Adobe voltam a lançá-lo quando precisam de sincronizar.

Desactivar, apagar ou trocar de programa

A autora do Indie Hackers sugere desligar a sincronização de definições nas preferências do Acrobat e retirar o arranque automático no Gestor de Tarefas. Acabou por trocar de programa de PDF. Para administradores, a Adobe documenta uma preferência própria, bNeedSynchronizer, em que 0 desliga e 1 liga, mas avisa que desligar não é recomendado, e a localização no registo varia com o produto e a versão. Apagar ou renomear o executável está fora de questão: não é suportado e uma actualização pode repô-lo.

Nos servidores partilhados a conta muda

Num PC individual, parar um processo que gasta pouco quase não se nota. Num servidor de Ambiente de Trabalho Remoto, Citrix ou VDI, cada utilizador tem a sua cópia. A Bison dá um exemplo meramente ilustrativo: 50 MB em 20 sessões somam cerca de 1 GB. Nestes ambientes interessa o total, e convém mostrar no Gestor de Tarefas o nome de utilizador e o ID de sessão de cada processo.

Em números

22%CPU ocupada pelo AdobeCollabSync.exe no caso relatado no Indie Hackers
25 a 30%CPU usada por Acrobat.exe que fica activo após fechar, segundo um fórum Adobe
1 GBExemplo ilustrativo: 50 MB por sessão em 20 sessões de servidor remoto

O que muda para as empresas

Para a maioria dos postos de trabalho, este processo não é um problema e mexer-lhe por precaução traz pouco ganho e algum risco: funções como revisões partilhadas, ficheiros recentes ou serviços da Adobe podem deixar de funcionar sem que ninguém perceba porquê. O caso muda de figura quando há sintomas reais, como computadores lentos com o processador ocupado de forma prolongada, ou quando o ficheiro não está onde devia nem tem assinatura válida, o que passa a ser uma questão de segurança.

Onde o impacto é maior é nos servidores partilhados por muitos utilizadores. Aí, pequenos consumos por sessão somam-se e podem pesar na capacidade do servidor, pelo que a decisão de ajustar a configuração deve basear-se em medições e não em impressões.

O que recomendamos

Se um computador estiver lento e o AdobeCollabSync.exe aparecer no topo do Gestor de Tarefas, comece por confirmar a localização e a assinatura digital do ficheiro. Se for legítimo, termine-o temporariamente, actualize o Acrobat e reinicie; se o consumo voltar, repare a instalação. Não apague nem renomeie o executável e não aplique alterações de registo copiadas da internet.

Em servidores de Ambiente de Trabalho Remoto, meça primeiro o consumo total por todas as sessões e pergunte às equipas se usam revisões partilhadas ou serviços da Adobe. Só depois teste a preferência bNeedSynchronizer num grupo pequeno, com um plano para reverter, antes de a alargar. Se ninguém na empresa precisa do Acrobat, a via limpa é desinstalá-lo pelo Windows.

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Artigo preparado com apoio de inteligência artificial, revisto e aprovado por Marco Cerruti, MCIT.

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